Como definir metas de planejamento financeiro para a minha empresa?

Você sabia que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE), aproximadamente 50% das empresas brasileiras fecham as portas antes de completarem 4 anos de existência? Os dados preocupam, afinal, todos os anos, surgem aproximadamente 1,7 milhão de empresas em todo o país. Isso significa que mais de 800 mil empresas encerram as suas atividades precocemente e, na maioria dos casos, sem garantir o mínimo de retorno sobre o investimento para os empreendedores responsáveis.

Por que será que tantas empresas fecham as portas no país? Ao avaliar esses e outros dados, o Sebrae deu uma resposta precisa: para o gestor brasileiro, falta organizar as finanças com cuidado e, principalmente, realizar um bom planejamento estratégico. São muitas as empresas que, infelizmente, adotam uma gestão amadora, que apenas reage ao ambiente externo, sem nenhum preparo. Assim, com ações tomadas precipitadamente, os erros evidentemente surgem, e a empresa como um todo é quem perde.

Um bom começo para corrigir a rota da gestão financeira e, consequentemente, tornar a empresa verdadeiramente sustentável é a realização de um planejamento financeiro com metas bem estabelecidas. Assim, o gestor consegue visualizar com mais clareza para onde deve seguir, além de definir os parâmetros que usará para monitorar todos os resultados. Isso significa profissionalizar o gerenciamento e abandonar a gestão reativa que mencionamos por uma pró-ativa, na qual é o gestor quem realmente dá as cartas.

Neste post, vamos mostrar algumas dicas sobre como definir metas financeiras para o seu negócio. Confira:

Metas SMART

Em primeiro lugar, você precisa definir parâmetros claros para as próprias metas. Afinal, quais preceitos devem obedecer? Como estabelecer uma meta real, e não um devaneio? Para que essas e outras questões sejam respondidas, você deve obedecer o padrão SMART de metas, que, do inglês, significa “metas inteligentes”. Na verdade, esse é um mnemônico simples, e você confere cada um dos elementos presentes logo a seguir:

  • específicas (specific): isso significa que as metas precisam ter especificidade, ou seja, serem definidas com dados e números precisos. “Diminuir em 20% o índice de perdas” é um exemplo.
  • mensuráveis (measurable): por outro lado, todas as metas estabelecidas precisam ter indicadores claros, que vão ajudar o gestor a acompanhar os resultados. Veremos mais sobre esse ponto mais a frente;
  • atingíveis (attainable): as metas precisam ser reais, caso contrário, podem desmotivar as equipes, que evidentemente não perseguirão o impossível, é claro. Esse é outro ponto que será melhor explorado adiante;
  • relevantes (realistic): significa que as metas traçadas realmente precisam fazer sentido para a empresa, ou seja, devem ser pertinentes e ajudar no crescimento;
  • temporizáveis (time bound): por fim, é preciso que, para todas as metas, existam prazos claros para a sua conclusão.

Defina metas reais

Vimos, durante a definição de metas SMART, que havia um importante elemento a ser cumprido durante a elaboração de metas: a atingibilidade. Acontece que, embora seja importante que a sua meta esteja dentro da realidade, ela também não pode ser fácil demais — caso contrário, além de desmotivar a equipe, também prejudicará o desempenho financeiro do negócio. Em outras palavras, as metas não podem ser fáceis nem difíceis, mas assertivas.

Como fazer isso? Você vai precisar de uma importante ferramenta, que é a avaliação SWOT ou análise FOFA (forças, oportunidades, fraquezas e ameaças). A ideia é simples: o gestor precisa compreender bem o seu ambiente interno, ou seja, as suas forças e as suas fraquezas. O exemplo de uma força seria a automatização do setor financeiro; já uma fraqueza seria a dificuldade para lidar com os estoques.

Além disso, é preciso que ele avalie, ainda, o ambiente externo, buscando por oportunidades e ameaças. Um exemplo de oportunidade seria alguma isenção concedida para o seu segmento de negócios; uma ameaça, a crise econômica atual.

É importante que ambos os ambientes, externo e interno, sejam avaliados com precisão. Assim, você pode obter informações para desenvolver metas assertivas. Internamente, a avaliação dos fluxos de caixa é fundamental para que projeções sejam realizadas, por exemplo, mas externamente devemos considerar a conjuntura econômica e procurar por indicadores de instituições renomadas para pautar as nossas decisões.

Escolha as métricas

Por fim, tão importante quanto definir as metas financeiras é estabelecer quais serão as métricas utilizadas para acompanhar todo o progresso. O monitoramento, portanto, é uma etapa fundamental. A seguir, listamos algumas das principais métricas:

Custo por cliente

Você precisa descobrir qual é o custo para cada novo cliente da sua empresa. Esse tipo de custo está intimamente ligado ao marketing e à publicidade, e pode apontar se você precisa adotar novas estratégias ou se deve permanecer com o planejamento atual.

Total Cost Ownership (TCO)

O TCO, por outro lado, é uma métrica que tem como objetivo realizar uma estimativa financeira, avaliando os custos com compras de produtos. É uma maneira para que você descubra se tem domínio sobre o que deve ser financiado ou investido no seu negócio.

Retorno sobre Ativo (ROA)

Com essa métrica você consegue acompanhar o lucro líquido anual do negócio depois da dedução de impostos, despesas operacionais, desvalorização de equipamentos, entre outros.

Retorno sobre o Investimento (ROI)

Essa métrica busca identificar qual foi o retorno sobre cada investimento feito pela organização. Fundamental não só para o financeiro, mas para qualquer outro setor.

Crescimento real de receitas

Outra métrica fundamental, que tem como objetivo monitorar o crescimento real da organização, considerando todos os ajustes, que vão desde o aumento da margem de lucro bruto até o aumento ou diminuição de despesas. Essa é uma métrica que tem como base uma comparação entre o período atual e os anteriores.

Controle de despesas

Por fim, uma importante métrica, afinal, é preciso que o gestor saiba exatamente por onde está escoando o dinheiro da sua empresa. Afinal, quais são os setores mais privilegiados? Os itens mais comprados? Os custos fixos e variáveis? Todas essas informações podem ser adquiridas com essa métrica.

Você gostou das nossas dicas sobre como definir metas? Ainda tem alguma dúvida sobre o assunto? Deixe um comentário e compartilhe as suas ideias e questões conosco!

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