Coaching: ferramenta estratégica para evolução de equipes

Oi Leitor,

Vamos falar de um assunto muito legal e atual em mais um artigo: Coaching!

No ambiente corporativo percebemos um mundo moderno, digital, conectado, empresas startapzando, todos buscando novidades (até Pokémons), e veja que surge uma questão: como gerir as equipes e alavancar todo o processo de sucesso da sua empresa? Nesse contexto, emerge uma técnica, já bastante difundida, o coaching.

O uso desse termo se enfatizou na década de 50, principalmente pela necessidade de desenvolver habilidades de gerenciamento de pessoas. Foi quando o Brasil começou a imitar algumas práticas de coaching no modelo americano.

No Brasil, os objetivos iniciais do coaching foram ligados às metas e objetivos organizacionais, em detrimento das metas e objetivos pessoais conciliados com os objetivos profissionais.

 

A metas iniciais do coaching em nosso país foram

Aumentar a produção com menor quantidade de recursos;
Resultados de curto prazo, sem esquecer os resultados em longo prazo;
Difundir o sentimento de poder necessário para que possam ocupar cargos na organização;
Elevar ao teto máximo o nível de lealdade e confiança do colaborador junto à empresa e em consequência fidelizar o colaborador à organização;
Constante inovação no contexto do trabalho em consonância com o mercado;
Aumentar a consistência nos discursos realizados entre gestores e colaboradores.

Todavia, o fato de o termo ter se destacado gerou um modismo e a prática dessa técnica pode ter sido comprometida de sorte que pode-se observar diversas modalidades de coaching. De toda maneira, há excelentes cursos preparatórios que formam profissionais para atuarem assertivamente.

 

As diversas modalidades de coaching

O coaching passou a ser incorporado como prática na gestão de pessoas e daí tem-se um diferencial, pois a técnica visa desenvolver e acompanhar os colaboradores, proporcionando para as organizações a potencialização de habilidades importantes e extinção daquelas não satisfatórias.

A prática correta fundamenta-se nos princípios do Construtivismo, teoria de Piaget e Vygotsky, pais da psicologia cognitiva contemporânea, propondo que o conhecimento é construído em ambientes naturais de interação social. E há de se convir que o ambiente organizacional é perfeito para essa aprendizagem.

Vale esclarecer rapidamente sobre os termos:
•    Coach: treinador, o que conduz o trabalho.
•    Coachee: treinado, aquele que se submete às transformações.
•    Coaching: o processo.

Pois bem, o processo de coaching pode ser aplicado de maneiras variadas e com intuitos distintos, contudo, o propósito maior é, via de regra, o desenvolvimento. Já que se trata de uma ferramenta moderna quanto a pessoas, nada melhor do que extrair seus benefícios também para potencializar os resultados do capital humano dentro das organizações.

 

Algumas perguntas nos passam pela cabeça sobre coaching

Como se dá a condução desse processo nas empresas? Quais são os resultados na prática?
Vamos lá, o processo precisa ser aplicado de maneira estratégica, ou seja, funciona desde que haja um cronograma, uma prévia do que se deseja alcançar. Outro aspecto de importância considerável é a habilidade do profissional ou consultoria que conduzirá o coaching.

Elencamos quatro necessidades elementares:
1.    Ouvir os colaboradores;
2.    Entender suas dificuldades como pessoa;
3.    Saber quais são suas expectativas/ sonhos na vida pessoal/ profissional;
4.    Descobrir o que move o ser humano que atua em sua empresa.

Na verdade, cria-se um retrato da organização por meio do qual se pode diagnosticar elementos motivadores e desmotivadores, sonhos e perspectivas dos profissionais. Está iniciado o processo de coaching! Antes de desenvolver pessoas, precisamos entende-las.

Com base nesse diagnóstico, a organização já terá dados suficientes para verificar quais são suas necessidades:
a)    Treinamentos técnicos;
b)    Treinamentos comportamentais;
c)    Benefícios;
d)    Mudança de cultura;
e)    Criação de políticas de RH;
f)    Qualidade de vida no trabalho;
g)    Criação do plano de Cargos e Salários;
h)    Medição de desempenho;
i)    Meritocracia;
j)    Indicadores.

Os resultados são favoráveis. Há ganho em todos os níveis da organização, desde os profissionais da higienização e limpeza que entendem seu papel e colaboram entre si até a diretoria que começa a se desafogar, tendo oportunidade de focar seu olhar em assuntos relevantes para o sucesso da empresa.

Floresce a motivação e, consequentemente, produtividade, engajamento, redução de absenteísmo, estabilidade no humor dos profissionais. Nesse cenário, o cliente acaba sendo atendido por alguém satisfeito com o que faz, o clima na empresa se torna mais agradável, o espírito colaborativo se expande.

 

Quando o coaching é dia-a-dia

Quando o coaching torna-se a estratégia de gestão de pessoas da organização, cotidianamente os colaboradores são desenvolvidos, o ciclo de autoconhecimento e satisfação se retroalimenta, até que as equipes farão sua autogestão. Começa a surgir espaço para inovações e quebra de paradigmas. Uma nova cultura se instala.

Há de se refletir sobre a primordialidade do coaching como ferramenta estratégica para a evolução de equipes de alta performance. Os ganhos são apreciáveis, inclusive, pelo cliente.

Por: Carolina Salvo – Gestora de RH da Previsa

 

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